Ontem foi dia de médico. Fui num ortopedista especialista em mão e cotovelo em São Paulo e depois fui ao meu especialista em Ilizarov em Jundiaí.
Está tudo correndo dentro da normalidade. Não sei o que pode ser chamado de normalidade, pra quem está com uma fixação externa no braço, mas o tratamento evolui bem, continuarei tomando meus antibióticos e fazendo meus curativos. As feridas do cotovelo já estão mais cicatrizadas.
Foi legal ter ido a São Paulo e Jundiaí, pois me lembrei da minha rotina de trabalho, lembrei do tempo em que eu fazia muitas coisas ao mesmo tempo e dirigia bastante. Saudades... Posso afirmar que era um trampo bastante dinâmico e agitado, às vezes até demais.
É bom lembrar-se da época em que eu trabalhava e não tinha nenhum problema físico e de saúde, eu acho que eu era meio metido a “Superman”, pois eu literalmente pintava e bordava.Êta carinha bom que era aquele, eh eh eh!
Atualmente só posso afirmar: “Se você não foi favorecido pela sorte, então não conte com ela”. Tem nêgo que tem sorte e tem nêgo que não tem sorte, depende...
No último sábado tive que ir a aula do MBA em Campinas, mais uma vez tive que encarar um monte de gente curiosa pra saber do meu Ilizarov, incluso o professor. Repeti a mesma história quatrocentas e cinquenta e oito vezes e confesso que voltei pra casa meio “down”.
Ontem fui obrigado a ouvir novamente pra eu dar “graças”, pois existem coisas piores que o meu caso... Estou pegando “birra” deste comentário. Acredito que somente quem passa pela dor conhece o alívio, quem não sente a dor, não conhece o alívio e quem não tem nada doendo não deveria falar uma coisa desta. Todo mundo sabe que existem coisas piores e pouparei quem lê de dar exemplos. Porém sou muito grato a todos que estão cuidando de mim: médicos, enfermeiros, esposa, familiares...
Feliz Ilizarov pra mim e vou voltar a chorar na cama que é lugar quente!
Fui!
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